Quer se goste ou não de Ronaldo, ele é o que se pode chamar de um "self made man".
Treina mais do que os outros, quer mais do que os outros e tenta consecutivamente bater os seus próprios recordes.
Os únicos talentos que verdadeiramente nasceram com ele é a sua força e auto-confiança, o resto veio por arrasto.
Neste Euro, tirando o jogo com a Hungria, pode-se dizer que não foi o jogador desequilibrador que precisávamos, mas foi sim, o capitão que soube "guiar as tropas" com sucesso até à final, tal como o fez quando foi buscar Moutinho, para que este marcasse o penalti contra a Croácia.
Ontem, depois de uma brutal, e quiçá propositada, entrada sobre ele as lágrimas começaram-lhe a correr no rosto, porque melhor do que ninguém ele sabia que o momento pelo qual tanto esperara depois da final do Euro de 2004, tinha acabado ali. Não ia poder continuar em campo.
No entanto não desistiu de imediato e ainda tentou, mas rapidamente percebeu que não conseguia continuar.
Não se retirou para o balneário ou tão pouco foi tomar banho, ficou ali no banco, onde não parou um minuto, apoiou, vibrou, ajudou, deu instruções e tudo o mais.
O momento da sua saída pode até ter sido a chave do sucesso Português, pois os jogadores que ficaram em campo, uniram-se e lutaram mais do que nunca para honrar as nossas cores, mas sobretudo para poder proporcionar ao seu capitão o momento pelo o qual tanto ansiava, o momento de levantar a taça e conseguiram.
Há homens (quais ratos) que desistem de lutar à mínima contrariedade e se resignam ao insucesso e há os outros, aqueles que lutam ou se voltam a levantar quando os derrubam, na busca do sucesso e da sua honra.
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