Saturday, 5 May 2018

FC Porto Campeão 2017/2018

Depois de 4 anos em que fomos muito, mas muito roubados, em Julho de 2017, começava uma nova época.
Com as finanças do clube de rastos e intervencionados pela UEFA, era chegada a hora de apertar o cinto.
Vendemos as nossas duas jóias da formação, o dinheiro para reforços era practicamente zero e nenhum treinador parecia querer pegar na equipa.
Sérgio Conceição, teve coragem para aceitar o desafio, fazendo regressar jogadores emprestados e gastando apenas €1M na compra de Vaná (para 3º gr).
Todos olhavamos para o cenário com alguma preocupação, pq ou corria muito mal ou a estratégia seguida pela falta de dinheiro, seria a mais genial de sempre.
Soares lesiona-se no 1º jogo, Marega entra e torna-se num dos jogadores mais preponderantes da equipa.
O tempo passa, o Porto apresenta um futebol cada vez mais concistente e demolidor.
Lesões ou castigos de jogadores nucleares começam a ser colamatas com o reduzido "banco" que tínhamos.
Os árbitros foram os nossos maiores adversários e nem com o vídeo-arbitro pareciam perder a vergonha, mas fomos-nos sempre aguentando.
Quando tudo parecia seguro, e depois de estarmos 28 jornadas em 1º, eis que duas derrotas nos atiram para um muito injusto 2º lugar.
Chega o momento da verdade, o jogo da Luz, era o tudo ou nada.
Com uma 1ª parte algo apática, a equipa muda completamente a atitude na 2ª parte, pressiona, remata, corre e ao minuto 90, o capitão Herrera, torna-se no herói improvável e com um remate à entrada da área dá-nos a vitória do jogo e a confiança que precisávamos para o resto do campeonato.
Hoje a espera acabou, fomos campeões no sofá, mas fomos campeões de uma forma muito merecida, pq quisemos muito ser campeões, quisemos mais do que os outros e conseguimos.

Monday, 20 March 2017

Ser Portista não é para qualquer um.

Depois de uma série de 10 vitórias consecutivas para a Liga e um afastamento da Champions onde apesar de tudo, deixamos uma boa imagem, milhares de Portistas começaram a acordar, pois afinal, parecia que o Porto ia bem lançado para o titulo e nada nos iria parar.
A somar a isso promoção do dia do Pai, feita inteligentemente, pelo Porto, ajudou que a lotação do estádio fosse tangível, mais do que nunca os adeptos queriam apoiar.
Sábado à noite quando as papoilas empataram em Paços, acordaram alguns Portistas que até então não tinham acordado e ainda há bem pouco tempo criticavam fortemente tudo e todos no Porto, passassem a querer tb ir ver o jogo contra o Setúbal, mas estes já tarde demais, pois já não havia bilhetes.
Domingo a romaria ao Dragão foi enorme, quase a fazer lembrar o jogo de apresentação, que conta sempre com casa cheia, graças aos emigrantes que cá estão nessa altura.
O nervoso miudinho e ansiedade nos adeptos fazia-se notar e o jogo parecia nunca mais começar.
Foi com um estádio completamente cheio e um ambiente fantástico que o jogo começou e cedo se viu ao que vinha o Setúbal.
Uma equipa que já não descerá de divisão, nem conseguirá um lugar europeu, mas que entre o gigantesco anti-jogo feito, as duras entradas dobre jogadores do Porto e diversas picardias propositadas, estava pronta para fazer tudo o que fosse possível e impossível para não nos facilitar a vida, servindo assim as papoilas que no dia anterior foram bastante elogiadas pelo seu presidente, que chegou a dizer que as papoilas eram o abono de família do Setúbal.
Ao fim de alguns minutos, parecia que íamos ter mais uma daquelas noites em que muito tentamos mas em que postes, traves, defesas adversários ou um gr extremamente inspirado nos iam deter, mas acabamos por marcar um mais do que merecido golo, e que grande golo, saído de um centro milimétrico de Oliver para um remate colocadíssimo e de 1ª de Corona.
A 2ª parte começou com a equipa mais apática e num lance de pura sorte, o Setúbal chega ao golo no único remate feito à nossa baliza.
Passados uns minutos começou a notar-se a diferença entre ter o Dragão com os habituais e fieis 30 mil espectadores (faça chuva, frio ou sol), para os 50 mil de ontem.
Haviam ali de facto cerca de 20 mil Portistas, que só agora se lembraram do clube e da localização do estádio e foi desses chamados Portistas de curta memória e que apenas vivem o momento, que começaram a vir os assobios que já há muito não se ouviam no Dragão.
Num ápice, NES passou a ser uma besta que nada percebe de futebol, Brahimi um individualista que não passa a bola, André Silva que não presta para estar na frente de ataque, Soares que afinal já não era um matador, mas um banal jogador vindo do Guimarães e por aí fora, nem Danilo foi poupado às criticas e a alguns assobios, e sim, pasmem-se, mas ouvi doutos treinadores de bancada a dizer que até então tosco Depoitre, devia ter entrado aos 70 minutos e não aos 85...
Terminado o jogo, muitos foram aqueles que se apressaram de imediato a sair (fora os que já tinham saído antes, coisa que nunca entenderei no futebol, como é que se sai do estádio, antes do fim do jogo).
Eu estava obviamente lixado, muito lixado, mas não me mexi um centímetro da minha cadeira, nem parei de aplaudir, enquanto todos os jogadores do Porto não tinham recolhido ao balneário, obviamente que fui olhado de lado, por algumas dezenas ou mesmo uma centena de adeptos que por mim passou nesse bocado, pois estava ali um Portista a aplaudir a sua equipa, que apesar de ter lutado, não tinha ganho, tinha empatado.
Mais do que todos nós, os jogadores estavam frustrados, traídos por um misto de nervosismo e ansiedade e um Setúbal, que surpreendentemente não luta para ser campeão.
Eu vi vários jogadores do Porto no chão, tão ou mais lixados do que eu por não terem ganho o jogo.
E não, não é por não terem ganho o jogo que passam a ser os piores do mundo, tal como se o tivessem ganho garantiam o título.

Wednesday, 1 March 2017

A evolução das redes sociais e musculos dos dedos que substituem o cérebro

As redes sociais são hoje em dia um fenómeno à escala mundial, com alguns benefícios e alguns contras.

Corria o ano de 2003 quando apareceu o hi5, uma rede social algo básica, onde as pessoas postavam umas fotos, jogavam alguns jogos e tentavam ter o seu mural o "mais arranjadinho" possível, de forma a causar boa imagem, mas que rapidamente deixou de ser utilizada e acabou por cair no esquecimento de todos.

Em 2004 aparecia o Facebook, que lentamente foi ganhando cada vez mais utilizadores, começando a ser usada em cada vez mais países e aos poucos tomando a liderança.
O Facebook permitia, e permite, encontrar amigos ou conhecidos que de alguma forma cruzaram a nossa vida, recuperar contactos, saber o que de bom ou de mau vai na vida de quem conhecemos de uma forma mais rápida e assídua, que o corre, corre dos nossos dias, nem sempre o permite fazer com um simples telefonema ou uma SMS, ou como é o meu caso, tendo amigos e colegas de trabalho espalhados pelos mais diversos cantos do mundo e com diferentes fusos horários, acompanhar as suas vidas.
Com o decorrer dos anos, o Facebook deixou de ver os seus utilizadores postarem tantas fotos, músicas que gostavam ou por vezes meros desabafos e opiniões.
Hoje em dia o Facebook transformou-se por vezes num verdadeiro campo de batalha, bastando para isso emitir opinião sobre um jogo de futebol ou de um assunto politico e está o "caldo entornado", ou quando algum órgão de comunicação social dá uma noticia, há sempre alguém que a vai comentar e quando se dá conta, já lá vai uma guerra de comentários menos próprios e insultos, o que mostra o quão mal a nossa sociedade está a evoluir, não respeitando a opinião dos outros e igualmente que atrás de um teclado e um monitor há sempre uns valentões, que provavelmente não teriam coragem de dizer cara-a-cara o que escrevem no Facebook.
Por outro lado o Facebok é uma das formas mais fáceis de julgar alguém, pq se elogia um politico, é porque se é de esquerda ou direita, se se critica, acontece a mesma coisa e chegamos ao ponto onde nem no próprio mural por vezes se pode dar uma opinião ou fazer uma mera graçola, pq há sempre quem nos vá julgar ou catalogar.
Uma das coisas que tem crescido ultimamente no Facebook e com bons resultados são os chamados grupos privados das mais variadas coisas, desde das turmas do secundário, aos da universidade, de apoio ao clube do qual somos adeptos/sócios, da cidade ou freguesia onde moramos, de hobbies, de tecnologia, de fotografia, de informática, etc, etc, etc...
A Google tentou combater o Facebook, com a sua rede social Google+, mas nunca conseguiu destronar o Facebook como a rede com mais utilizadores activos.

Em 2005, aparecia o Youtube, que começou a ser encarado não propriamente como uma rede social, mas como um local onde podíamos ver videos engraçados ou mesmo ouvir música de uma forma rápida, grátis e de fácil acesso.
Com o passar dos anos, o Youtube deixou de ser um mero site onde se via videos de "gatinhos fofinhos", para passar a ser uma importantíssima ponte de ligação entre diversas empresas e os seus clientes, o local onde muitos canais televisivos podem promover os seus programas ou onde personalidades têm os seus canais em que podem ter o formato de programas que muito bem entendem e que nunca o poderiam ter num canal televisivo (grande exemplo disso é o "Maluco Beleza" do Rui Unas), para acharmos soluções tecnológicas ou para outros problemas caseiros ou mesmo de uma nova geração de adolescentes ou pós-adolescentes, que cedo perceberam que se podiam filmar a jogar os jogos mais comuns entre adolescentes ou fazer videos que despertassem interesse em algumas faixas etárias, que depois de ter um bom número de visualizações, permitem as esses Youtubers, ter um retorno financeiro directamente do Youtube, consoante o número de visualizações ou tendo o seu canal um grande número subscritores, obterem patrocinios, que dão aos Youtubers productos em troca de publicidade.
Confesso que, se por um lado o Youtube, me ajuda em muita coisa e a aceder a muitos conteúdos, tb é a rede social que mais dores de cabeça me deu, pois os meus filhos, seguem alguns Youtubers menos aconselháveis e já me "obrigaram" a comprar um router com controlo parental, de forma a que possa controlar automaticamente as horas que passam na internet e igualmente aos canais de Youtube a que acedem.

Em 2006 apareceu o Twitter, a rede dos 140 caracteres, onde seguimos anónimos, personalidades famosas, grandes empresas, jornais, rádios, TVs, etc (não, não sigam o Trump, pq é uma perda de tempo😀) e onde somos igualmente seguidos por desconhecidos ou por pessoas famosas.
Pessoalmente é, a par do Instragam (já vou falar dessa), a rede que mais gosto.
Só temos 140 caracteres para escrever o que nos vai na cabeça ou para opinar sem que ninguém nos julgue por isso, mas que por vezes, nos permite uma excelente troca de ideias e opiniões.

LinkedIn, criada em 2003, é sem sombra de dúvida a rede mais séria de todas, pois é a rede onde criamos o nosso "CV" electrónico, com uma rápida e fácil actualização.
Nela deverão constar o nosso histórico laboral, os nosso percurso académico, certificações e outras formações ad-hoc, que nos enriquecem, como pessoas e como trabalhadores.
Nesta rede podemos seguir igualmente as tendências do mercado de trabalho, ler, escrever ou partilhar artigos relacionados com a nossa área profissional e estarmos expostos a empresas que estão interessadas em contratar-nos, sendo que começa a ser cada vez mais comum, sermos abordados por empresas de qualquer parte do mundo, com propostas interessantes de trabalho.

O Instagram (é, tal como já disse, a par do Twitter, a minha rede social favorita).
Criada em 2010, com uma ideia superbásica, tirar uma foto em formato 4:3, aplicar um filtro e uma moldura, de forma a embelezar a foto e já está.
O sucesso do Instagram foi de tal forma que num curto espaço de menos de 3 anos, conseguiu atingir mais de 100 mil utilizadores e o seu sucesso foi tal que em 2012 o Facebook comprou o Instagram por $1 bilião.
Desde daí o Instagram não parou de crescer e melhorar, tendo sido introduzidos novos filtros, permitindo o uso das famosas hashtags, mas facilitar pesquisas e mais recentemente a possibilidade de partilhar videos.

Uma ultima palavra para o Tripadvisor, que fica entre uma aplicação e uma rede social de opiniões sobre restaurantes, bares, cafés hotéis, etc...
É cada vez mais utilizada para descobrir novos locais para um belo repasto com familia ou amigos e muda de sobremaneira a forma como somos tratados nos mais diversos estabelecimentos, principalmente nas grandes cidades, pois a distância entre uma critica negativa e uma positiva, vai fazer com que tenham mais ou menos clientes.

Há mais redes sociais, mas de menor importância, com menos expressão, uma em franco crescimento e outras circunscritas as determinados países.


Monday, 11 July 2016

Oh captain my captain


Quer se goste ou não de Ronaldo, ele é o que se pode chamar de um "self made man".
Treina mais do que os outros, quer mais do que os outros e tenta consecutivamente bater os seus próprios recordes.

Os únicos talentos que verdadeiramente nasceram com ele é a sua força e auto-confiança, o resto veio por arrasto.

Neste Euro, tirando o jogo com a Hungria, pode-se dizer que não foi o jogador desequilibrador que precisávamos, mas foi sim, o capitão que soube "guiar as tropas" com sucesso até à final, tal como o fez quando foi buscar Moutinho, para que este marcasse o penalti contra a Croácia.

Ontem, depois de uma brutal, e quiçá propositada, entrada sobre ele as lágrimas começaram-lhe a correr no rosto, porque melhor do que ninguém ele sabia que o momento pelo qual tanto esperara depois da final do Euro de 2004, tinha acabado ali. Não ia poder continuar em campo.

No entanto não desistiu de imediato e ainda tentou, mas rapidamente percebeu que não conseguia continuar.
Não se retirou para o balneário ou tão pouco foi tomar banho, ficou ali no banco, onde não parou um minuto, apoiou, vibrou, ajudou, deu instruções e tudo o mais.

O momento da sua saída pode até ter sido a chave do sucesso Português, pois os jogadores que ficaram em campo, uniram-se e lutaram mais do que nunca para honrar as nossas cores, mas sobretudo para poder proporcionar ao seu capitão o momento pelo o qual tanto ansiava, o momento de levantar a taça e conseguiram.

Há homens (quais ratos) que desistem de lutar à mínima contrariedade e se resignam ao insucesso e há os outros, aqueles que lutam ou se voltam a levantar quando os derrubam, na busca do sucesso e da sua honra.

#portugal #euro2016 #campeoescarago


Sunday, 10 April 2016

Eu Pai, me confesso adepto do meu filho

Antes de nascer, já o sangue azul e branco me corria nas veias.
Descendente de familias totalmente Portistas e tendo um dos meus avós sido seccionista da equipa de hóquei em campo do Futebol Clube do Porto, seria practicamente impossível não ser Portista, até porque o Porto represanta mais do que um clube, representa uma cidade e uma região que sempre foi preterida em benificio do centralismo de uma capital que nada faz pelo resto do país e onde tudo se concentra (mas isso já é outra história).

Já há vários anos que tenho lugar anual e com isso presenças assiduas no velhinho estádio da Antas e no novo estádio do Dragão, onde sempre sofri e vibrei com os jogos do meu Porto, mas um vibrar e sofrer que muitas vezes parece mais o que se costuma chamar de "doente" pelo clube do coração.

E assim foi durante 38 anos, até que há 2 anos o meu filho mais velho começou a jogar futebol nas escolas da Dragon Force Valadares.
A paixão que ele sempre mostrou ter ao brincar com bolas e jogar futebol, rápidamente veio ao de cima e num curtissimo espaço de tempo foi convidado a fazer parte da equipa de competição.

O Amor que temos por um filho é incomparável a tudo o mais que possa existir na nossa vida, mas nestes 2 últimos anos percebi que a minha paixão pelo Porto não era nada quando comparada com a paixão de ver o meu filho feliz e realizado ao jogar futebol e o apoio incondicional que sempre teve e tem da minha parte.

Não, não espero nem tenho pretenções que o Gonçalo venha a fazer do futebol profissão, até porque ele sabe que para mim o importante são os estudos, mas é um facto que sinto uma alegria imensa quando o vejo jogar, isto porque o conheço e sei o quão feliz ele fica ao fazê-lo e a forma como o faz e partilha com os seus colegas/amigos de equipa.

Quem me conhece sabe que sou muito racional e ponderado em tudo o que faço na minha vida, menos no que toca aos meus filhos e a algumas injustiças do meu dia-a-dia, aí sim, possivelmente perco a calma e a racionalidade, trocando-a por uma frontalidade e por vezes um pouco de agressividade, não me conseguindo conter em algumas situações.

A equipa onde o Gonçalo joga, é uma equipa na verdadeira ascenção da palavra, onde não existem individualidades, mas sim um colectivo que se apoia e onde todos lutam por um objectivo, que é o de fazer o melhor possivel num escalão onde jogam contra equipas com jogadores um ano mais velhos  do que eles.

É de facto extraordinário ver como a equipa se une e luta por um objectivo, o de tentar ganhar a equipas com jogadores maiores e mais velhos de que eles, sendo que nada dissso lhes é exigido, apenas é lhes é exigido que aprendam e evoluam.

Ontem foi um desses casos em que realmente não me consegui conter, a equipa entrou confiante, com vontade e raça, com jogadas muito perigosas nas 1ª parte e também alguns sustos, mas desde do inicio que se viu que não estavam só a jogar contra a equipa adversária, mas sim contra a equipa adversária mais 2 árbitros (sim, pq isto de ser Dragon Force tem esse ponto negativo, apanharem constantemente árbitros que não são simpatizantes do Porto ou são mesmo anti-Porto e quem paga são crianças com 12 ou menos anos, por incrivel que isto possa parecer).

A equipa adversária, o Perosinho, estava a fazer um jogo muito duro e com algumas faltas grosseiras e perigosas para a própria integridade fisica de alguns dos colegas do Gonçalo, mas que os árbitros estavam deliberadamente a permitir, não assinalando essas faltas ou não advertindo devidamente os jogadores adversários.

Nós os pais, iamos reclamando com o árbitro que se encontrava mais próximo do local onde estávamos, mas de uma forma nada fora do normal, sendo que este respondia-nos com um sorriso cinico e continuava a sua cruzada inanarrável contra a equipa do Gonçalo.

Até que já na 2ª parte é assinalado um penalti contra a equipa do Gonçalo, penalti esse bem assinalado e em que nenhum do pais reagiu, apenas apoiamos o nosso guarda-redes, para que ele defendesse o penalti.
O apito suou, o adverśario rematou e o Henrique bem se esticou e por um bocadinho não defendeu o penalti, sendo que num acto continuo-o e absolutamente natural, chutou com a sua habitual frustração de ter sofrido um golo a bola para o meio-campo, azar, o árbitro estava no caminho da mesma e apanhou com a bola nas costas, "fulminando" de imediato o Henrique com um olhar nada amigável.

O jogo continou e os nossos pequenotes sempre a esforçarem-se para repôr a justiça no marcador, mas começando a sentir cada vez mais o que os árbitros lhes estavam a fazer, começam a mostrar a sua indignação.
Vasco com o seu habitual abrir de fraços a reclamar das injustiças, Kiko com a seu habitual discurso de "pica miolos" para com os árbitros, começando os árbitros nessa altura a ameaçar as nossas crianças, até que chega a vez do Gonçalo.

O Gonçalo tendo um feitio igual ao meu no que toca a injustiças, ao ver o árbitro assinalar um canto em vez de uma falta dentro da área, que eu confesso não ter descortinado, diz em alto e bom som "se fosse na nossa área marcavas logo penalti, mas como é nesta, não marcas nada", tendo de imediato o árbitro ripostado num tom bastante ameaçador e nada aconselhável num diálogo com uma criança "queres ir tomar banho mais cedo?".

O canto é marcado e a equipa chega ao mais que merecido golo do empate, todos saltam e abraçam-se, os pais obaviamente rejubilam com a alegria dos filhos, aplaudem e eis que um dos árbitros dá ordem de expulsão ao Gonçalo, pela 1 vez nos seus curtos 2 anos de jogador de competição, recebia ordem de expulsão, sem que nos tivessemos apecebido de nada.

Nesse instante, qual pai protector do seu filho, salto da bancada indignado com o que estavam a fazer ao seu filho e grito para o árbitro "tenha vergonha, já não chega o que estão a fazer às nossas crianças, roubando à descarada e ainda expulsam o Gonçalo? O que é que ele fez?", num misto de emoções e indignação entre os vários pais o pai do Vasco tenta acalmar-me e lá me sento resignado com aquela pouca vergonha, não me apercebendo do que realmente se estava a passar no relvado sintético.

O jogo continua e continua o apoio dos pais aos nossos meninos e mesmo já não estando o Gonçalo em campo, não parei de apoiar a equipa, que mais uma vez luta contra os árbitros, e, com pouco menos de 2 minutos para jogar, num lance sobre a linha da área do Perosinho fecham os olhos a uma clara falta sobre o Costinha, que tanto podia ter dado penalti ou no minimo uma falta perigosíssima à entrada da área e acto contínuo, marcam uma falta perigosa contra os nossos meninos, à entrada da nossa área.

A falta é marcada, a bola passa por cima da trave e termina a partida.

O empate tinha um sabor amargo por tudo o que os nossos meninos fizeram, mas mais do que ninguém eles sabiam que tinham sido delibradamente prejudicados, não indo por isso cumprimentar os árbitros como é habitual no fim dos jogos.

Segue-se uma longa conversa entre o Treinador e Director da equipa do Gonçalo com a dupla de arbitragem, equanto a equipa cantava em alto e bom som "roubados, roubados, nós fomos roubados".

Estava preocupado com o Gonçalo, via-o cabisbaixo e tinha a certeza que ele estava por um lado revoltado com o que os árbitros fizeram, mas também estaria triste por ter sido expulso e não ter podido ajudar a sua equipa até ao fim do jogo.

Mas a maior supresa estava para vir. Depois dos meninos terem recolhido ao balneário um dos pais dizia-me que não percebeu como é que eu me tinha segurado quando o árbitro me insultou e só aí em conversa com os pais é que me disseram que enquanto eu me indignava com o árbitro que estava a expulsar o Gonçalo e o Pai do Vasco me tentava acalmar, o outro árbitro me dirigiu insultos bastante graves com todas as crianças, pais da nossa equipa e da equipa adversária a ouvirem.

É isto que temos hoje em dia, árbitros que não sabem lidar com crianças e que para além de prejudicam propositadamente e de uma forma escandalosa as equipas que estão ligadas ao universo Futebol Clube do Porto, não estão concentrados no jogo que estão a apitar, mas sim em ofender os pais que assistem ao jogo.




Thursday, 18 November 2010

Abertura oficial

"Ora aqui está".

Já há algum tempo que andava tentado a criar um blog, mas nunca avançava com a ideia ora por falta de tempo ora por outra coisa qualquer, acabava por nunca o fazer.

Mas hoje lá dei o simples e curto passo que é a criação de um blog, onde posso escrever o que muitas vezes me vai na alma, mas que nem sempre tenho oportunidade de o dizer.

Um local para alguma introspecção e também para expor o meu espírito por vezes divertido, por vezes critico.

A ver vamos o que sairá daqui.