Monday, 20 March 2017

Ser Portista não é para qualquer um.

Depois de uma série de 10 vitórias consecutivas para a Liga e um afastamento da Champions onde apesar de tudo, deixamos uma boa imagem, milhares de Portistas começaram a acordar, pois afinal, parecia que o Porto ia bem lançado para o titulo e nada nos iria parar.
A somar a isso promoção do dia do Pai, feita inteligentemente, pelo Porto, ajudou que a lotação do estádio fosse tangível, mais do que nunca os adeptos queriam apoiar.
Sábado à noite quando as papoilas empataram em Paços, acordaram alguns Portistas que até então não tinham acordado e ainda há bem pouco tempo criticavam fortemente tudo e todos no Porto, passassem a querer tb ir ver o jogo contra o Setúbal, mas estes já tarde demais, pois já não havia bilhetes.
Domingo a romaria ao Dragão foi enorme, quase a fazer lembrar o jogo de apresentação, que conta sempre com casa cheia, graças aos emigrantes que cá estão nessa altura.
O nervoso miudinho e ansiedade nos adeptos fazia-se notar e o jogo parecia nunca mais começar.
Foi com um estádio completamente cheio e um ambiente fantástico que o jogo começou e cedo se viu ao que vinha o Setúbal.
Uma equipa que já não descerá de divisão, nem conseguirá um lugar europeu, mas que entre o gigantesco anti-jogo feito, as duras entradas dobre jogadores do Porto e diversas picardias propositadas, estava pronta para fazer tudo o que fosse possível e impossível para não nos facilitar a vida, servindo assim as papoilas que no dia anterior foram bastante elogiadas pelo seu presidente, que chegou a dizer que as papoilas eram o abono de família do Setúbal.
Ao fim de alguns minutos, parecia que íamos ter mais uma daquelas noites em que muito tentamos mas em que postes, traves, defesas adversários ou um gr extremamente inspirado nos iam deter, mas acabamos por marcar um mais do que merecido golo, e que grande golo, saído de um centro milimétrico de Oliver para um remate colocadíssimo e de 1ª de Corona.
A 2ª parte começou com a equipa mais apática e num lance de pura sorte, o Setúbal chega ao golo no único remate feito à nossa baliza.
Passados uns minutos começou a notar-se a diferença entre ter o Dragão com os habituais e fieis 30 mil espectadores (faça chuva, frio ou sol), para os 50 mil de ontem.
Haviam ali de facto cerca de 20 mil Portistas, que só agora se lembraram do clube e da localização do estádio e foi desses chamados Portistas de curta memória e que apenas vivem o momento, que começaram a vir os assobios que já há muito não se ouviam no Dragão.
Num ápice, NES passou a ser uma besta que nada percebe de futebol, Brahimi um individualista que não passa a bola, André Silva que não presta para estar na frente de ataque, Soares que afinal já não era um matador, mas um banal jogador vindo do Guimarães e por aí fora, nem Danilo foi poupado às criticas e a alguns assobios, e sim, pasmem-se, mas ouvi doutos treinadores de bancada a dizer que até então tosco Depoitre, devia ter entrado aos 70 minutos e não aos 85...
Terminado o jogo, muitos foram aqueles que se apressaram de imediato a sair (fora os que já tinham saído antes, coisa que nunca entenderei no futebol, como é que se sai do estádio, antes do fim do jogo).
Eu estava obviamente lixado, muito lixado, mas não me mexi um centímetro da minha cadeira, nem parei de aplaudir, enquanto todos os jogadores do Porto não tinham recolhido ao balneário, obviamente que fui olhado de lado, por algumas dezenas ou mesmo uma centena de adeptos que por mim passou nesse bocado, pois estava ali um Portista a aplaudir a sua equipa, que apesar de ter lutado, não tinha ganho, tinha empatado.
Mais do que todos nós, os jogadores estavam frustrados, traídos por um misto de nervosismo e ansiedade e um Setúbal, que surpreendentemente não luta para ser campeão.
Eu vi vários jogadores do Porto no chão, tão ou mais lixados do que eu por não terem ganho o jogo.
E não, não é por não terem ganho o jogo que passam a ser os piores do mundo, tal como se o tivessem ganho garantiam o título.

Wednesday, 1 March 2017

A evolução das redes sociais e musculos dos dedos que substituem o cérebro

As redes sociais são hoje em dia um fenómeno à escala mundial, com alguns benefícios e alguns contras.

Corria o ano de 2003 quando apareceu o hi5, uma rede social algo básica, onde as pessoas postavam umas fotos, jogavam alguns jogos e tentavam ter o seu mural o "mais arranjadinho" possível, de forma a causar boa imagem, mas que rapidamente deixou de ser utilizada e acabou por cair no esquecimento de todos.

Em 2004 aparecia o Facebook, que lentamente foi ganhando cada vez mais utilizadores, começando a ser usada em cada vez mais países e aos poucos tomando a liderança.
O Facebook permitia, e permite, encontrar amigos ou conhecidos que de alguma forma cruzaram a nossa vida, recuperar contactos, saber o que de bom ou de mau vai na vida de quem conhecemos de uma forma mais rápida e assídua, que o corre, corre dos nossos dias, nem sempre o permite fazer com um simples telefonema ou uma SMS, ou como é o meu caso, tendo amigos e colegas de trabalho espalhados pelos mais diversos cantos do mundo e com diferentes fusos horários, acompanhar as suas vidas.
Com o decorrer dos anos, o Facebook deixou de ver os seus utilizadores postarem tantas fotos, músicas que gostavam ou por vezes meros desabafos e opiniões.
Hoje em dia o Facebook transformou-se por vezes num verdadeiro campo de batalha, bastando para isso emitir opinião sobre um jogo de futebol ou de um assunto politico e está o "caldo entornado", ou quando algum órgão de comunicação social dá uma noticia, há sempre alguém que a vai comentar e quando se dá conta, já lá vai uma guerra de comentários menos próprios e insultos, o que mostra o quão mal a nossa sociedade está a evoluir, não respeitando a opinião dos outros e igualmente que atrás de um teclado e um monitor há sempre uns valentões, que provavelmente não teriam coragem de dizer cara-a-cara o que escrevem no Facebook.
Por outro lado o Facebok é uma das formas mais fáceis de julgar alguém, pq se elogia um politico, é porque se é de esquerda ou direita, se se critica, acontece a mesma coisa e chegamos ao ponto onde nem no próprio mural por vezes se pode dar uma opinião ou fazer uma mera graçola, pq há sempre quem nos vá julgar ou catalogar.
Uma das coisas que tem crescido ultimamente no Facebook e com bons resultados são os chamados grupos privados das mais variadas coisas, desde das turmas do secundário, aos da universidade, de apoio ao clube do qual somos adeptos/sócios, da cidade ou freguesia onde moramos, de hobbies, de tecnologia, de fotografia, de informática, etc, etc, etc...
A Google tentou combater o Facebook, com a sua rede social Google+, mas nunca conseguiu destronar o Facebook como a rede com mais utilizadores activos.

Em 2005, aparecia o Youtube, que começou a ser encarado não propriamente como uma rede social, mas como um local onde podíamos ver videos engraçados ou mesmo ouvir música de uma forma rápida, grátis e de fácil acesso.
Com o passar dos anos, o Youtube deixou de ser um mero site onde se via videos de "gatinhos fofinhos", para passar a ser uma importantíssima ponte de ligação entre diversas empresas e os seus clientes, o local onde muitos canais televisivos podem promover os seus programas ou onde personalidades têm os seus canais em que podem ter o formato de programas que muito bem entendem e que nunca o poderiam ter num canal televisivo (grande exemplo disso é o "Maluco Beleza" do Rui Unas), para acharmos soluções tecnológicas ou para outros problemas caseiros ou mesmo de uma nova geração de adolescentes ou pós-adolescentes, que cedo perceberam que se podiam filmar a jogar os jogos mais comuns entre adolescentes ou fazer videos que despertassem interesse em algumas faixas etárias, que depois de ter um bom número de visualizações, permitem as esses Youtubers, ter um retorno financeiro directamente do Youtube, consoante o número de visualizações ou tendo o seu canal um grande número subscritores, obterem patrocinios, que dão aos Youtubers productos em troca de publicidade.
Confesso que, se por um lado o Youtube, me ajuda em muita coisa e a aceder a muitos conteúdos, tb é a rede social que mais dores de cabeça me deu, pois os meus filhos, seguem alguns Youtubers menos aconselháveis e já me "obrigaram" a comprar um router com controlo parental, de forma a que possa controlar automaticamente as horas que passam na internet e igualmente aos canais de Youtube a que acedem.

Em 2006 apareceu o Twitter, a rede dos 140 caracteres, onde seguimos anónimos, personalidades famosas, grandes empresas, jornais, rádios, TVs, etc (não, não sigam o Trump, pq é uma perda de tempo😀) e onde somos igualmente seguidos por desconhecidos ou por pessoas famosas.
Pessoalmente é, a par do Instragam (já vou falar dessa), a rede que mais gosto.
Só temos 140 caracteres para escrever o que nos vai na cabeça ou para opinar sem que ninguém nos julgue por isso, mas que por vezes, nos permite uma excelente troca de ideias e opiniões.

LinkedIn, criada em 2003, é sem sombra de dúvida a rede mais séria de todas, pois é a rede onde criamos o nosso "CV" electrónico, com uma rápida e fácil actualização.
Nela deverão constar o nosso histórico laboral, os nosso percurso académico, certificações e outras formações ad-hoc, que nos enriquecem, como pessoas e como trabalhadores.
Nesta rede podemos seguir igualmente as tendências do mercado de trabalho, ler, escrever ou partilhar artigos relacionados com a nossa área profissional e estarmos expostos a empresas que estão interessadas em contratar-nos, sendo que começa a ser cada vez mais comum, sermos abordados por empresas de qualquer parte do mundo, com propostas interessantes de trabalho.

O Instagram (é, tal como já disse, a par do Twitter, a minha rede social favorita).
Criada em 2010, com uma ideia superbásica, tirar uma foto em formato 4:3, aplicar um filtro e uma moldura, de forma a embelezar a foto e já está.
O sucesso do Instagram foi de tal forma que num curto espaço de menos de 3 anos, conseguiu atingir mais de 100 mil utilizadores e o seu sucesso foi tal que em 2012 o Facebook comprou o Instagram por $1 bilião.
Desde daí o Instagram não parou de crescer e melhorar, tendo sido introduzidos novos filtros, permitindo o uso das famosas hashtags, mas facilitar pesquisas e mais recentemente a possibilidade de partilhar videos.

Uma ultima palavra para o Tripadvisor, que fica entre uma aplicação e uma rede social de opiniões sobre restaurantes, bares, cafés hotéis, etc...
É cada vez mais utilizada para descobrir novos locais para um belo repasto com familia ou amigos e muda de sobremaneira a forma como somos tratados nos mais diversos estabelecimentos, principalmente nas grandes cidades, pois a distância entre uma critica negativa e uma positiva, vai fazer com que tenham mais ou menos clientes.

Há mais redes sociais, mas de menor importância, com menos expressão, uma em franco crescimento e outras circunscritas as determinados países.